domingo, 8 de novembro de 2015

05.11


Tenho a mania de acreditar no impossível. Tenho a mania de acreditar em finais felizes. Tenho a mania de procurar a perfeição. Tenha a mania de querer ser alguém. Tenho a mania, acima de tudo, de amar.

Não vou falar do fim. Não me quero desiludir outra vez. Mas sei falar-te do início.

Ainda me lembro desse dia. Eu vi-te. E foi amor à prim... Não. Não mesmo. Já te contei esta história 1001 vezes, mas eu só vi os teus olhos. Eram lindos. Eu soube ler-te. Eu vi neles algo. Vergonha. Curiosidade. Interesse. Não sei. Mas intrigaste-me. Queria saber mais. E assim foi. Não sei como, mas foi. A cada dia via neles algo novo. Divertimento. Zanga. Ciúmes. Carinho. Felicidade. O tempo passava, e sem que me apercebesse, eu aprendi a precisar de ti. Eu gostava de ti. Não como gostava do meu namorado. Eu gostava de ti duma forma impercetivelmente inquebrável.

E tive medo. Tive medo de estragar o que tínhamos. Eu precisava de ti irracionalmente.
Mais tarde, contei-te a história dos olhos. E tu disseste-me que desde o início me queria conhecer. E que nunca te arrependeste. Eu nunca percebi. Sempre fui horrível contigo. Eras tu que me ouvias quando eu não era audível. Eras tu que me aconselhavas quando eu não era aconselhável. Eras tu que estavas lá quando eu não era estável. E oh Deus acredita que não poderia ter tido melhor. Eu errei contigo. Mas não me arrependo de nada. Podes encontrar as justificações que quiseres, mas não foi essa a razão.

As coisas estão muito frescas e sei que tudo o que possa dizer seja possivelmente um impulso da dor. Mas creio que, alem de quando te conheci, o único dia que nunca vou esquecer é o dia em que ambos soubemos que tudo tinha mudado. O dia em que vi algo novo nos teus olhos. Algo que nunca pensei ver. Amor. O problema? Não estavas a olhar pra mim.

A vida mostrou-me que às vezes sofrer não faz mal, mas tu mostraste-me algo muito mais importante: difícil não é a partida. Difícil é a chegada.

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Eu conheço-te. Melhor do que ninguém, eu conheço-te. Tenho o terrível vício de aprender a conhecer as pessoas. Mas tu foste diferente. E tu sabes disso. Sabes como me custa.

Odeio ver-te. Acima de tudo, eu odeio ver-te. O problema? Observar-te já se tornou hábito. Impulso. Oiço-te rir. Não dá. Não dá pra ignorar.

Não é preciso ver-te para saber o brilho dos teus olhos. Adoração. Admiração. Luxúria. Vais cair na desgraça. Ouve o que te digo rapaz hás de cair na desgraça.

Olhares cruzador. Nostalgia. 1 milhão de memórias. Foda-se. Eu odeio-te. Mas adoro-te. E orgulho-me, porque duma coisa eu sei: muita merda ela te pode mostrar, mas nunca olharás para ela da mesma forma que já olhaste para mim.

22.10


I don’t believe in falling in love. I don’t believe in love at first sight. I don’t believe in happily ever after. I don’t believe in perfection. I don’t believe in perfect matches. I don’t believe in almost nothing.

But I believed in you. I believed in you the way I’ve never believed in anyone. And you know that. You know how important you were to me. And I know how important I was for you:  less then I was expecting.

During the years, you know new people. You meet new souls, new bodies and new humans, that will make a difference in your whole life. But you’re the only one that chooses who. You’ve made your own choices. And I respect you.

“What is the worst thing a boy can do to you?”

“Making me second choice”

You putted me in the corner. You forgot me the same time you “fell in love” with her. Boys are really all the same. Everything that I’ve ever told you. Everything that I’ve ever teached you. Everything I’ve ever gave up because of you. Waste of time. I believed in you.

“I’m so done! Guys are all the same! Fucking assholes I don’t understand ‘hem! Do you even know what “I love you” means?! You say that to every deluded girl you find!”

“I’ve never said “I love you” to a girl”

You say you understand love. I laugh. You understand love as much as I understand football. I remember every single damn conversation, every single time you said you understood me. I might be wrong. I might be just stupid. But every time, every day, every single night, I heard. I heard that words. And I ignored ‘hem. I believed in you.

“I hate that bitch omg she’s so pussy please promise me you’ll never date any girl like that!”

“God save me girl!”

I can’t understand at all. What happened? I still can’t understand. But that day I knew that something was happening. That day I knew. The day you saw her and your eyes glowed.

“I’m thinking about the prom. I will definitely use all stars!”

“It’s missing 2 years yet. I’m just trying to realize who I will take! With who would you like to go?”

“I really don’t know”

“This is a bit awkward but I think I would take you I mean as my best friend”

That moment I blushed as hell, while I realized I would like you to do that. And then she came and I bet that, on that exactly moment, you repented you’ve said all that stuff. I believed in you.

“I’m a penis!”

“No, you’re a little penis!”

“Then you’re a big penis!”

“I’m a dick! Duhhh!”

We laughed. I loved that conversations, you know? The one’s in we could be who we really were, without caring about what everyone will think about us. You know me deep inside. I believed in you.

“I hate you piece of shit #punch him”

“I know you like me silly!”

“Noup”

“Oh yes I knew you love me!”

There were so many people jealous of us. So many people wanting something like we had. I always loved boys as best friends. The problem were that I always make shit: I fell in love. But this time, it was different. I already knew. I was sure since the begging of that. I loved you. I really loved you the way I’ve never loved anyone.

You’re not my kind of boy. You’ve never been. But I loved you. I would have done the biggest follies for you, be sure. I’ve never realized why. Now I understand.

In the past, I’ve dated guys that made me feel good. Guys the made my self-esteem higher and higher. And that's what made you different. I affronted you so much. Punched you so much. Yelled at you so much. But you liked me anyways. You loved me anyways. I’m pretty sure you did. I fucking believed in you!

12.10


As pessoas vão desaparecendo ao longo dos anos e tu és o único responsável por isso. Criam-se amizades e criam-se laços que parecem inquebráveis. Mas não, há sempre algo que vem e estraga. É um ciclo inevitável. Uma amizade só acontece quando ambos estão dentro dela. E eu não posso dizer que seja uma santa. Não posso dizer que seja a melhor amiga do mundo porque estou muito longe disso, mas desta vez eu fiz tudo o que podia.

Tudo na minha vida parece irregular e tu foste a primeira coisa que aparentou estável. O primeiro rapaz com quem sabia que não ia estragar tudo. E aqui apercebi-me do grande problema das relações: são feitas a dois. Pela primeira vez, não estraguei tudo, pelo contrário, foi a primeira vez que me estragaram a mim. E custa ser quem está do outro lado. É como se a amizade fosse um vidro que nos separasse (irónico, não?). E ambos podíamos simplesmente pegar na pistola e disparar contra ele. Sempre fui eu que fiz isso, involuntariamente, mas desta vez eu estava do outro lado e não pude fazer nada enquanto lentamente pegavas na pistola e pressionavas o gatilho.

A bala foi disparada, e o vidro quebra-se em enormes pedaços. Os primeiros já me atingiram. Os primeiro danos colaterais afetaram-me.

E eu sei como é estar do outro lado, de arma em riste, demasiado cega para observar o outro enquanto é lentamente cortado por consequência de nossas decisões. E sei o que vem depois também: os pedaços de vidro saltam paa ambos os lados, e, mais cedo ou mais tarde atingirão o agressor, embora mais pequenos, mais danificados, continuam a cortar: cortes superficiais que raramente se transformam em cicatrizes. Normalmente forma crosta que vai desaparecendo e é rapidamente esquecida.

Mas há quem esqueça a ceguidão, por pouco que seja. Há  quem combata o orgulho e observe os danos que causou. Uma visão simples e dolorosa: vidro por todo o lado, uns pedaços límpido, outros embebidos numa substância seca outrora vermelha viva. E então levanta-se o olhar. Cicatrizes, é o que predomina naquele que afetamos. A cara aquece, a água embebe os olhos e os joelhos contactam involuntariamente o solo. Gritos de desespero. Desperdício. As feridas já estão fechads e as cicatrizes formadas. O sangue secou assim como as lágrimas. E é aí que sei que acabou.

Mas agora serei eu a primeira vítima. Eu derramarei a primeira gota de sangue. Mas também eu secarei a primeira lágrima. Também eu virarei costas e ouvirei os demónios implorando-me para que volte atrás e veja como tudo ficou. E ignorá-los-ei.

O tempo passa e as cicatrizes são ocultas. Mas por muito que queira nunca conseguirei apagar as cicatrizes que eu própria causei.

Tu és um rapaz inteligente, não vale a pena recorrer a indiretas para chegar a ti, mas pior cego é o que não quer ver.

Faz o que quiseres da vida, desejo-te a melhor das sortes, mas há coisas que nunca esquecerei.

“OK é a tua vez de perguntar!”

“Hmm... Se houvesse alguém que pudesses manter na tua vida independentemente das circunstâncias, quem seria?”

“Ainda não sei com quem vou casar muito menos tenho filhos, por isso... sim, serias tu.”

Posso vir a fazer muitas coisas na vida, e por ti acredita que faria as maiores loucuras, mas pior que inimgos são amigos que duram um ano.